Mostrando postagens com marcador Gay. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Gay. Mostrar todas as postagens

sexta-feira, 6 de maio de 2011

Casamento gay é legalizado no Brasil. STF torna união estavel homoafetiva reconhecida pela justiça


O julgamento do Superior Tribunal Federal decidiu hoje que o casamento gay está legalizado no Brasil. Com expressiva maioria de votos os ministros do STF tornaram a união estável homoafetiva legalizada, incluindo o Brasil entre os países que reconhecem o casamento homossexual como comum para a sociedade.

A decisão cria um precedente nacional onde juridicamente gays podem se casar no Brasil, tendo sua união estável reconhecida pela justiça, garantindo direitos comuns a casais heterossexuais como pensão, herança, comunhão de bens e previdência. A decisão também deve facilitar a adoção de crianças por duas pessoas do mesmo sexo, reconhecendo então como família gays que possuem filhos adotivos.

A partir da decisão o casal homossexual pode pedir o reconhecimento da união civil em cartório, ou juridicamente comprovar a união estável afim de usufruir dos direitos comuns a casais heterossexuais. A decisão também deve facilitar a aprovação da PLC 122, criada para ser uma lei anti-homofobia. A causa foi várias vezes citada nos discursos dos votos.

Protestos

Apesar de não haver passeatas ou protestos mais incisos, a decisão aconteceu sob forte crítica da CNBB (Convenção Nacional dos Bispos do Brasil, entidade Católia) que apresentou defesa no julgamento. O Pastor Silas Malafaia também fez campanha para que fiéis enviassem emails para os ministros pedindo que eles recusassem o pedido de legalização do casamento gay.

Fonte: Gospel+

quarta-feira, 30 de março de 2011

Novo filme evangélico conta a história de jovem cristão em busca do perdão e reconciliação com o pai gay


Grant Taylor tinha apenas 10 anos de idade quando seu pai revelou ser gay. Recusando-se a aceitar a vida de seu pai, o garoto optou por cortá-lo fora de sua vida, uma escolha que ele iria reconsiderar e arrepender-se mais tarde na vida.

A história provocativa é tratada em "Reconciliação," um novo filme que aborda o que poucos filmes cristãos têm abordado - a homossexualidade. O filme, que é parcialmente baseado em uma história real, assume o desafio de promover não apenas o perdão e a reconciliação, mas também dar uma autêntica voz para a comunidade gay.

Como Grant (Eric Nenninger) espera seu primeiro filho, ele se pergunta se ele vai ser um bom pai ou abandonar sua família como seu pai que teve que buscar relacionamentos do mesmo sexo. Enquanto se confunde entre raiva e memórias da infância, ele é informado que seu pai está doente terminal e seu último desejo é ver seu filho.

Após 16 anos de separação, ele decide ir ver o pai, a quem ele repetidamente rejeitou por muitos anos. Embora ele continue relutante, Grant começa a se perguntar se ele teria feito a coisa certa, ignorando e gritando palavras de ódio ao pai, que fez várias tentativas para se reconectar com seu filho.

O escritor e diretor do filme, Chad Ahrendt, mais conhecido por trabalhar em "Jerry Maguire" e "As Good As It Gets," compartilhou com o The Christian Post que trabalhar neste filme, tocou-o em um nível pessoal, pois seu pai também se revelou gay quando era um jovem rapaz.

Como uma criança jovem nos anos 70 e 80, Ahrendt não sabia o que fazer com a homossexualidade de seu pai. As pessoas muitas vezes dizem coisas depreciativas em relação aos gays.

"Eu acho que em tenra idade somos educados de acordo com o que as pessoas dizem," disse ele. "Algumas pessoas estavam dizendo que talvez fosse genético e duvidavam de que talvez eu também fosse gay. Ao ver como as pessoas eram tratadas tudo que eu sabia era que eu não queria ser tratado dessa maneira."

Embora ele não não tenha crescido em um lar religioso, foi quando ele ia à Igreja com seus amigos que ele ouviu o pastor dizer que a homossexualidade é uma escolha.

"Naquele momento, ele me tocou muito profundamente. Primeiro pensei que era genético, e então eu pensei que era uma escolha," recordou Ahrendt.

"Foi difícil para mim ver porque o meu pai iria optar por deixar a nossa família e, talvez, cumprir a sua paixão e sentimentos por mim," disse ele. "Então, eu acho que neste ponto no início, quando eu ouvi essas coisas, isso se transformou em mais raiva e, em seguida, essa raiva ferveu dentro de você e se transformou em ódio."

Ele agora se orgulha de dizer que ele se reconciliou com o pai e isso é o testemunho que o levou a escrever e exercer a sua primeira estréia na direção com "Reconciliação," agora disponível em DVD.

O filme tem sido bem aceito pelo público. Na semana passada, ele ganhou o prêmio People's Festival 2011 no II Festival Internacional de Cinema de Papa João Paulo. Ele também tem recebido um feedback positivo por parte da comunidade gay.

Enquanto o filme retrata a homossexualidade como pecado, também lembra as pessoas que quebrantamento sexual pode ser encontrado em qualquer pessoa.

"Todo mundo tem algum tipo de fragilidade sexual. Nós precisamos realmente pensar profundamente sobre o que o capelão diz no filme sobre ser transparente sobre quebrantamento e arrependimento disso e se arrepender. Ao fazer isso, nós podemos ter um melhor entendimento e espero ser mais compassivo com aqueles que não conhecem o Senhor," disse Ahrendt.

De acordo com Ahrendt, algumas pessoas gays tiveram a chance de assistir ao filme e ficar satisfeitos com a tentativa do filme de quebrar estereótipos.

Foi aplaudido por retratar os homossexuais como pessoas que amam e cujo pecado é ceder à tentação (e o mesmo poderia ser dito de qualquer outra pessoa). O filme também foi elogiado por oferecer à comunidade gay uma voz sobre a forma como eles se sentem e o quanto eles são mal interpretados. Finalmente e mais importante, foi elogiado por lembrar as pessoas que, por odiar os homossexuais, os crentes também estão pecando empurrando-os para longe de Deus.

"A Igreja é um refúgio para as pessoas discriminadas, não é um lugar para santos," Ahrendt sublinhou. "é de onde viemos e entregar tudo ao Senhor."

Foi criado um web site para interação e melhor conhecimento do longa. Acesse http://www.reconciliationmovie.com/

Fonte: The Christian Post

sexta-feira, 24 de dezembro de 2010

MEC irá distribuir Kit Gay para crianças de 7 a 10 anos com cenas de homossexualismo adolescente


Kit Gay para alunos conterá um DVD com uma história aonde um menino vai ao banheiro e quando entra um colega, se diz apaixonado pelo mesmo e assume sua homossexualidade

Ele ainda nem foi lançado oficialmente. Mas um conjunto de material didático destinado a combater a homofobia nas escolas públicas promete longa polêmica. Um convênio firmado entre o Ministério da Educação (MEC), com recursos do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), e a ONG Comunicação em Sexualidade (Ecos) produziu kit de material educativo composto de vídeos, boletins e cartilhas com abordagem do universo de adolescentes homossexuais que será distribuída para 6 mil escolas da rede pública em todo o país do programa Mais Educação.

Parte do que se pretende apresentar nas escolas foi exibida ontem em audiência na Comissão de Legislação Participativa, na Câmara. No vídeo intitulado Encontrando Bianca, um adolescente de aproximadamente 15 anos se apresenta como José Ricardo, nome dado pelo pai, que era fã de futebol. O garoto do filme, no entanto, aparece caracterizado como uma menina, como um exemplo de um travesti jovem. Em seu relato, o garoto conta que gosta de ser chamado de Bianca, pois é nome de sua atriz preferida e reclama que os professores insistem em chamá-lo de José Ricardo na hora da chamada.

O jovem travesti do filme aponta um dilema no momento de escolher o banheiro feminino em vez do masculino e simula flerte com um colega do sexo masculino ao dizer que superou o bullying causado pelo comportamento homofóbico na escola. Na versão feminina da peça audiovisual, o material educativo anti-homofobia mostra duas meninas namorando. O secretário de Educação Continuada, Alfabetização e Diversidade do MEC, André Lázaro, afirma que o ministério teve dificuldades para decidir sobre manter ou tirar o beijo gay do filme. “Nós ficamos três meses discutindo um beijo lésbico na boca, até onde entrava a língua. Acabamos cortando o beijo”, afirmou o secretário durante a audiência.

O material produzido ainda não foi replicado pelo MEC. A licitação para produzir kit para as 6 mil escolas pode ocorrer ainda este ano, mas a previsão de as peças serem distribuídas em 2010 foi interrompida pelo calor do debate presidencial. A proposta, considerada inovadora, de levar às escolas públicas um recorte do universo homossexual jovem para iniciar dentro da rede de ensino debate sobre a homofobia esbarrou no discurso conservador dos dois principais candidatos à Presidência.

O secretário do MEC reconheceu a dificuldade de convencer as escolas a discutirem o tema e afirmou que o material é apenas complementar. “A gente já conseguiu impedir a discriminação em material didático, não conseguimos ainda que o material tivesse informações sobre o assunto. Tem um grau de tensão. Seria ilusório dizer que o MEC vai aceitar tudo. Não adianta produzir um material que é avançado para nós e a escola guardar.”

Apesar de a abordagem sobre o adolescente homossexual estar longe de ser consenso, o combate à homofobia é uma bandeira que o ministério e as secretarias estaduais de educação tentam encampar. Pesquisa realizada pelas ONGs Reprolatina e Pathfinder percorreram escolas de 11 capitais brasileiras para identificar o comportamento de alunos, professores e gestores em relação a jovens homossexuais. Escolas de Manaus, de Porto Velho, de Goiânia, de Cuiabá, do Rio, de São Paulo, de Natal, de Curitiba, de Porto Alegre, de Belo Horizonte e de Recife receberam os pesquisadores que fizeram 1.406 entrevistas.

O estudo mostrou quadro de tristeza, depressão, baixo rendimento escolar, evasão e suicídio entre os alunos gays, da 6ª à 9ª séries, vítimas de preconceito. “A pesquisa indica que, em diferente níveis, a homofobia é uma realidade entendida como normal. A menina negra é apontada como a representação mais vulnerável, mas nenhuma menina negra apanha do pai porque é pobre e negra”, compara Carlos Laudari, diretor da Pathfinder do Brasil.

Fonte: Correio Braziliense / Gospel+
Via: Galileo